quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Trav. S. Miguel - centro histórico Torres Vedras


 
desenhar recantos do centro histórico, sentado na soleira de uma porta......desenho vadio.... as saudades que eu já tinha!!!
 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Sal, Cabo Verde - Parte III

 
Font"e"nário. É assim mesmo que por aqui se chama. Todas as cidades têm esta infraestrutura e todas em azul escuro. A alegria dos habitantes que frequentam o espaço, escondem a tristeza que representam: a escassez de água potável na Ilha do Sal. Raras são as casas com água da rede. Uma casa que tenha electricidade e água ligadas às redes, paga uma média de 100€/mês: um verdadeiro luxo. Num país onde ordenado mínimo nacional é de 100€, não é fácil, obrigando a maioria das pessoas a deslocarem-se aos "fontenários". Apesar dos médicos desaconselharem o consumo desta água devido ao elevado nível de calcário, as dificuldades acabam por falar mais alto. E desenganem-se se pensam que esta água é de borla - é paga e posteriormente levada em garrafões ou jerricans até às suas casas, onde no terraço têm um depósito para receber a água.  Desde que fiquei a saber desta realidade, passei a valorizar cada gota de água que passei a beber.
 
Os hotéis com as suas áreas ajardinadas, que precisam de ser regadas constantemente, estão a agravar este problema. Uns dias mais tarde fiquei a saber que os nossos amigos ingleses estão a pensar fazer no Sal, aquilo que fizeram no nosso Algarve: hectares e hectares de campos de golfe. Uma ideia divinal, num território onde a água é considerada um "luxo", porque efectivamente não existe. 
 
 
À esquerda temos a Igreja Matriz (católica), construída no final do séc. XIX. O interior é bastante modesto e depurado.
 
Direita - a  Casa Manuel António Martins, onde viveu este antigo povoador da ilha do Sal e importante industrial (salinas). Segundo a tradição, este é um dos primeiros "casarões" da ilha e data da segunda década do séc. XIX.  Este edifício, a par da Casa Viana, encontram-se em processo de classificação - património cultural. Ainda bem. Registei um apontamento - um dos 3 marcos de pedra, que assinalam a entrada na propriedade. Em tempos serviu para amarrar as mulas e cavalos, mas também os escravos que trabalhavam nas salinas.
 
 
Esquerda - Santa Maria, Igreja O Nazareno.
 
Direita - Espargos. Quando no dia 3, desenho a Igreja O Nazareno em Santa Maria, estava longe de imaginar que no dia seguinte, numa excursão à ilha, iria encontrar outra igreja semelhante, na cidade de Espargos, a capital do Sal. Parece que a comunidade religiosa O Nazareno tem "sucursais" em toda a ilha...
 
 
 
 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

(a)Riscar o Património - 2016 - Torres Vedras

 

Torres Vedras recebe, uma vez mais, o (a)Riscar o Património – Heritage Sketching, uma iniciativa da Direcção-Geral do Património Cultural, em parceria com a Associação Urban Sketchers Portugal. Trata-se de um encontro nacional de desenho de património, a realizar-se no dia 24 de setembro, integrado nas Jornadas Europeias do Património Cultural, sob o tema “Comunidades e Culturas”. Em Torres Vedras, o evento será organizado pela Câmara Municipal e pela Cooperativa de Comunicação e Cultura. Tendo em conta o tema desta 3ª edição do (a)Riscar, a escolha, em Torres vedras, recaiu sobre o Mercado Municipal. Ponto de convergência entre cidadãos de diferentes origens e mundos sociais, o mercado municipal avulta como um espaço intercultural, democrático e de miscigenação, onde as diferentes comunidades locais se encontram e reencontram. Ocupa um lugar insubstituível na cidade, criando uma centralidade que concorre para preservar e (re)construir laços comunitários, reforçadores do sentimento de pertença a este lugar e geradores de uma maior coesão social.

Nota: O almoço será oferecido pelo Município, no restaurante a 5ª ementa - inscrição obrigatória

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Sal, Cabo de Verde - Parte II

Sal, é praia, mas não só..
 
 
esquerda: mais um desenho na esplanada do Aquarius. Lá ao fundo os barcos que acabaram de chegar da faina. O Tomás está no 34º banho e a Marta nos seus banhos de sol, afinal, o lema desta ilha é "no stress" ou em bom crioulo "na descontra"...
 
direita: fomos ao Pontão, assistir à famosa chegada dos pescadores que acabam de chegar da faina. À sua espera, para além das dezenas de turistas, esperam-nos as suas mulheres e filhos, com uma alegria contagiante. O Pontão transforma-se na verdadeira Torre de Babel: Francês, espanhol, italiano, inglês, alemão, português, mas a língua rainha é o crioulo. Assim que o peixe vai chegando, as mulheres começam a amanhá-lo e a vendê-lo, com os filhos a ajudar. O tamanho dos peixes é surpreendente, assim como a variedade e as cores. Aqui quem reina é o atum. O peixe é vendido aos particulares, mas sobretudo a revendedores, que vão escolhendo e comprando como se estivessem numa lota. Depois do negócio, os peixes, vão ainda inteiros em carros-de-mão, transportados pelas ruas da vila, muitos acabam nos restaurantes. Oficialmente o peixe não pode ser comprado nem pelos restaurantes, nem pelos hotéis. Os hotéis cumprem à risca, os restaurante, parece que nem tanto. E ainda bem que não cumprem, pois poupam-no ao peixe congelado importado que temos de comer nos hotéis. 
 
 
esquerda: Casa Viana, ou Vianinha. Uma das referências arquitetónicas da ilha. Uma mistura de chalé suíço e casa colonial portuguesa, é uma construção de dois pisos, em madeira que data do final do séc. XIX, pertencente ao complexo industrial da ilha do sal, principal fonte de crescimento demográfico e económico da ilha. Hoje, o rés-do-chão é um espaço comercial com produtos artesanais.
 
 
direita: uma "pega de caras" ao Cretcheu, um restaurante implantado num local privilegiado. O seu terraço tem uma das mais belas vistas panorâmicas da ilha.

sábado, 13 de agosto de 2016

Sal, Cabo Verde - parte I

1º vez, em Cabo Verde
 
 
1º desenho, ainda feito em casa. Antes de partir para um Lugar novo, gosto sempre de estudar um pouco a história desse lugar e assinalar alguns pontos de interesse, fugindo um pouco aos roteiros turísticos.
 
2º desenho, domingo, Pontão, Santa Maria, Sal.
 
 Ir para o Sal, sem poder apanhar sol, parece uma loucura, e talvez seja, mas para que servem as esplanadas e o diário gráfico?
 
o 1º desenho não podia ser outro - Praia do Pontão, o principal ponto turístico do Sal, o verdadeiro coração da ilha.
 
À direita, um grupo de jovens a jogar volei. Em 2º plano, temos o restaurante Cretcheu (em crioulo significa "quero-te muito"). Em 3º plano, conseguimos ver a cobertura de uma das mais antigas construções de Santa Maria, a Casa Viana, ou Vianinha. à Esquerda temos o famoso pontão. Ao domingo não há pesca, por isso hoje, só encontramos turistas que se deliciam a ver crianças e jovens locais a mergulhar para as águas límpidas. A algria destes jovens é contagiante. Apesar do peso do turismo, fiquei feliz pela forte presença dos habitantes locais na ilha. 

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

desenhar com o meu filho

Porto da entrada do Castelo de Torres Vedras - Desenho do Tomás
Penedo do Guincho - Desenho do Tomás
 
 
 
 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Choupal - Torres Vedras

 
No passado dia 21 de julho, tive o prazer de conhecer a Rosa Chaves e de desenhar com ela. A Rosa é natural de Torres, mas vive na Terceira, onde é um dos coordenadores dos urban sketchers. Se não fosse o desenho, talvez não nos viéssemos a conhecer.
Um final de tarde em grande, entre riscos e amigos. Obrigado Rosa, Carlos, Ermelinda, Sofia, Luísa e Celina

segunda-feira, 18 de julho de 2016

ainda Loulé

ainda Loulé
 
Depois do Encontro em Loulé, passámos pela Armação, para visitar familiares. Ainda houve tempo para um rabisco

domingo, 17 de julho de 2016

Arte ao Centro no Brasil



Araraquara, São Paulo/Brasil realiza o projeto Arte ao Centro – que possibilita intercâmbio cultural entre Portugal/Brasil – e traz para nosso convívio um grupo de gestores de cultura, urbanismo e artistas de Torres Vedras, Lisboa/ Portugal.

O Projeto acontece no período de 25/08 à 02/09 de 2016: exposições, palestras,tertulias, cinema, oficinas de aquarela, sketchers e desenho em vários locais da cidade como o Palacete das Rosas Paulo A.C. Silva, Museu Histórico e Pedagógico Histórico, SESC, Praça Pedro de Toledo, Praça das Bandeiras, Arte 220-Espaço Criativo e Gris Ateliê.

O grupo português de gestores e artistas é formado pela Dra. Ana Umbelino (Vereadora de Desenvolvimento Social, Cultura, Patrimônio Cultural e Turismo da Câmara Municipal de Torres Vedras), André Baptista (arquiteto da CMTVedras e Sketcher), Marta Machado (produtora cultural da CMT Vedras e artista visual) e António Bártolo (aquarelista de renome internacional, curador e organizador do Encontro Internacional de Aquarelas de Santa Cruz-Torres Vedras/Portugal).

A programação é gratuita e sujeita a alterações.
Acompanhe e prestigie!

Arte: Antonio Albino

 

terça-feira, 5 de julho de 2016

Festival MED - Loulé -Encontro USK Algarve

2 e 3 de julho
 
A convite do Hélio Boto, estive no fim-de-semana passado em Loulé, a desenhar com amigos.
 
 
 
Ponto de encontro - Mercado Municipal.
 
Enquanto esperávamos pelos participantes, procurei a sombra, pois tenho tido uma relação complicada com o sol e calor :-) . Eu e o João começamos a desenhar o mercado, uma fera difícil de dominar. Ao nosso lado, sentou-se um turista canadiano, que por ali passava. Ganhou coragem e mostrou-nos orgulhosamente o seu diário de viagem, recheado de desenhos.
 
 
Há que rentabilizar os recursos. A sombra era boa, a companhia ainda melhor, bastou uma rotação de 90º para encontrar outro plano digno de registo - A Câmara Municipal. O nosso novo amigo canadiano lá continuava a contar as sua peripécias.
 
 
 
 
O programa era livre, cada um desenhava o que queria. Lá fui eu à procura de recantos com sombra, estava um calor insuportável . O Largo D. Pedro, pela sua escala e configuração, conseguiu seduzir-me para um novo rabisco. 
 
 
Depois do almoço, segui sozinho à procura de novos recantos, até que me deparei com a rua dos Almadas. Para além do enquadramento, fui atraído pela esplanada e lá está, pela "bela da sombra" e da brisa fresca que se fazia sentir
Passando o "túnel" da Rua dos Almadas, deparei-me com o Rui, que estava a desenhar o castelo. Lá tive de o acompanhar....
 
 
 
Decidi procurar os restantes participantes e o meu faro não me desiludiu: estavam nas tasquinhas à espera de uma bela caracolada. Aproveitei para registar o momento....e para por a conversa em dia.
 
 
No domingo, o braço traiu-me e só consegui fazer este desenho, mas tinha mesmo de o fazer, pois esta antiga mercearia, é uma verdadeira relíquia. fiquei com pena de não conseguir desenhar o interior. Fica para uma próxima....
 
Obrigado Hélio, obrigado Câmara Municipal e obrigado aos urban sketchers que participaram no encontro. Até breve
 
 
 
 
 

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Nota Biográfica

André Duarte Baptista, arquiteto, nasce em 1980 na cidade de Torres Vedras, onde reside e trabalha. Em 2013, obtém o grau mestre em arqui...