sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Sketchcrawl Torres Vedras - Património Religioso - Convento de Varatojo

 
Estão convidados a juntarem-se a nós num espaço fantástico, o Convento de Santo António de Varatojo, monumento nacional, fundado em 1470 por D. Afonso V. Em 1474 é oferecido à comunidade franciscana que o passa a habitar e onde ainda permanece.
Fica situado num monte próximo da cidade de Torres Vedras, no lugar de Varatojo. É um local mágico, pátios corredores, capelas, monges, mata e arte sacra.

Organização: Cooperativa de Comunicação e Cultura
Coordenação: André Duarte Baptista
Parceria com os Urban Sketchers Brasil

Data e Hora: 12 de setembro, pelas 9h30, à porta do convento.
inscrições gratuitas, mas sujeitas a pré-inscrição - geral@ccctv.org

Materiais: tragam materiais que vos estimulem a desenhar
Suporte: gostamos do caderno :-)

Ficamos à vossa espera!!!!
 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

domingo, 16 de agosto de 2015

15 de Agosto - Dia do Saloio - Santa Cruz - Torres Vedras


Desde 1997, que a Câmara Municipal de Torres Vedras organiza o cortejo etnográfico, conhecido como o Dia do Saloio. Trata-se de uma recriação da "ida à praia" dos habitantes da região saloia, neste caso de Torres Vedras, cuja principal praia era e continua a ser Santa Cruz, palco desta recriação. Os torrienses, sobretudo rurais, vestiam a "roupa do domingo" e iam assim para praia, alguns percorrendo vários quilómetros. Esse transporte era feito a pé ou com o apoio das carroças, puxadas pelas mulas ou pelas juntas de bois. Os mais abastados é que tinham direito a cavalos.
 
E assim chegavam a Santa Cruz. Prendiam os animas num canto a pastar, libertando-os do peso das carroças que traziam de tudo um pouco: vinho, comida, tachos e panelas... O almoço era feito na praia, onde faziam lume e cozinhavam a comida. Era um dia de festa e de muito convívio, onde o mundo rural chocava com o mundo urbano, sim, urbano, porque Santa Cruz, na 1ª metade do séc. XX atraiu a elite citadina, não só de Torres Vedras, mas sobretudo de Lisboa. No entanto, esta relação foi sempre saudável e muito rica culturalmente.
 
Hoje é sobretudo uma recriação, que nos ajuda a preservar a memória, juntando várias gerações.
 
Para o ano há mais...
 

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Brasil_19 e 20 julho - de santo andré a paraty

 
19 de julho, domingo - 3º dia de workshop - local - Parque Celso Daniel
 
 
Antes do workshop, decidi experimentar a caneta azul Bic. Há muito que não fazia experiências com canetas, tal é a minha devoção pelas Pilot....As esperas pelo Lauro permitiam-me fazer experiências...
 
 
 
o
 1º exercício foi lançado pelo Lauro - desenhar a figueira centenária, ou o que resta dela.
sugestões do mestre: pegar numa folha de jornal, rasgar uma parte e colar numa página dupla dos cadernos. 2º passo - desenhar sobre essa página. Confesso que não é a minha praia, mas por respeito ao mestre, encarei o desafio de frente.
 
 
o 2º desafio foi lançado por mim -1º - numa página dupla desenha a planta do parque; 2º - desenhar um elemento natural; 3º - um elemento arquitetónico marcante (optei pelas características "caixas de água")
 
 
O almoço foi num local fantástico e bastante desenhável - o pilão mineiro. Comida mineira, caseira, feita em forno de lenha - uma delícia. Pena não poder provar tudo. Estes restaurantes têm uma característica particular: enquanto comemos, temos sempre um chefe de sala ao nosso lado - muito parecido com os restaurantes chiques, onde só falta que comam por nós. A diferença é que aqui o que eles querem é que comamos mais e mais... Eu avisei o sr. Isidoro que ainda estou a treinar o desenho de pessoas, mas ele insistiu dizendo: "mais feio do que o real, impossível". uma simpatia
 
 
 
 
À porta do parque Celso Daniel encontrei estes dois elementos marcantes que fazem parte da identidade brasileira: o vendedor de sorvetes e o orelhão. O Sr. Gilmar até me ofereceu um sorvete. Isto de desenhar pessoas nem é assim tão mau quanto parece...
 
 
O dia foi cansativo, mas muito produtivo. À noite, à porta do hotel deparo-me com um cenário que se repete por toda a cidade: o muro de cabos de eletricidade. Além da poluição visual, são uma verdadeira ameaça à segurança das pessoas. Alguns deles chegam a tocar-nos na cabeça. Sem comentários...
 
 
2ª Feira, dia 20 de julho - Rumo a Paraty - esperavam-nos 5 horas de viagem de automóvel. O Lauro pergunta-me "preparado ?" "é que esta estrada é do pior que há". 1ª paragem - São Luíz de Paraitinga, a "terra do Saci", a 182km de São Paulo. Para quem não se lembra o Saci é aquilo menino negro do Sitio do Picapau Amarelo. Um menino que vivia na floresta, tinha apenas uma perna e fumava cachimbo. Quando aparecia era apenas para pregar partidas.
 
 
Ao fim de algumas horas de viagem começo a perceber as palavras do Lauro. A estrada é infernal, com curvas super apertadas e inclinadas, dando a sensação que os carros vão chocar uns com os outros. Mas a paisagem da mata atlântica é fantástica, além disso era por uma boa causa: regressar a Paraty e rever amigos. Quando chegámos não houve forças para desenhos...
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Brasil_2015_18 julho

 
 
"Café da manhã" no hotel Plaza Mayor. A experimentar caneta nova. Não gostei do resultado... Aproveitámos sempre estes momentos para definir a estratégia e conteúdo das oficinas, adaptando sempre ao local e ao público/participantes
 
 
À esquerda o taxista Jurandir, à direita o Lauro. Jurandir vive em Santo André há 43 anos, como tal tem opinião formada para qualquer assunto: política, urbanismo, arte, futebol...etc...
Destino: Sesc
Do Sesc, o grupo foi de "micrônibus" até ao centro da cidade, ondeeu lancei o 1º exercício.
 
Quando aceitei este desafio, aceitei sobretudo por se tratar de um grupo composto essencialmente por desenhadores que estão a dar os primeiros passos com o desenho em diario grafico. Por essa razão, tentei lançar um exercício que não assustasse os participantes, fugindo às perspetivas complicadas e à composição gráfica clássica. A resposta foi surpreendente e a interação da população foi fantástica, conseguido atrair uma criança de rua a participar.
 
 
 1º Exercício na Praça do Carmo. Tendo em conta a inexperiência dos participantes, optei por pedir-lhes para desenhar uma lanchonete, aparentemente mais fácil de representar. Além disso, permitiu-me passar a mensagem: Património não são apenas os edifícios eruditos, são sobretudo pessoas e costumes. Juntou-se ao grupo um "moleque de rua" que fez o seu primeiro desenho, fantástico diga-se de passagem.
A interação com a população foi surpreendente, ao ponto das funcionárias da lanchonete virem oferecer-nos rodelas de linguiça no churrasco...
 
Exercício em dupla página:
1º detalhe
2º detalhe e uma "fachada"
3º um breve texto resultante da conversa com os funcionários
4º do detalhe à envolvente
 
 
Almoçámos perto da Praça do Carmo, no restaurante Bom Apetite, um espaço interessante, com comida a peso e o mais importante: Higiene, qualidade difícil de encontrar. A sujidade dos espaços públicos e privados, foram das coisas que mais me marcaram. À porta do restaurante temos esta bela anfitriã, uma bela baiana (de madeira).
 
 
 
À tarde fomos para o Paço Municipal, av. Portugal, onde o Lauro lançou o seu 1º exercício: sketch com colagem
 
 
aqui fica a minha tentativa com colagens...
 
A escultura vermelha é de Luíz Sacilotto, artista natural de Santo André
 
O edifício do Paço municipal (década de 1960), é uma peça arquitetónica bastante interessante de "concreto" à vista. 
 
No final do dia voltámos ao Sesc.
 
 
 Na "comedoria" com Lauro e Márcia. Um espaço interessante, com muita luz, muita animação e preços acessíveis. No rodapé do desenho, uma fita adesiva gentilmente cedida pela Márcia, artista plástica e professora. Uma simpatia, muito culta e com muita criatividade.
 
 
Jantar no Paulão, com Lauro e Edward, um arquiteto que reside e trabalha em Santo André. Este estabelecimento está aberto desde 1977, por isso faz parte do património desta cidade. A especialidade são as gigantescas sandes com 20 pisos de altura: muita carne, queijo, salada...etc...tudo "embrulhado" em pão caseiro, feito pelo padeiro aqui representado neste desenho. Este jantar/reunião foi bastante produtivo, com muitos projetos a unir Portugal e Brasil.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 2 de agosto de 2015

brasil 2015_17 julho

Depois de uma noite bem dormida e de um pequeno almoço com muitas e boas frutas tropicais, lá fomos nós para o 1º dia oficial de trabalho. Tendo em conta as distâncias e a nossa segurança, o sesc assegurou os nossos transportes através de táxi. Foi uma decisão razoável e enriquecedora, já que através destes profissionais do asfalto ficámos a conhecer uma parte da história desta cidade.
 
 
 
Aproveitei estas viagens para treinar o desenho de pessoas e claro, as deliciosas conversas.
Destino - Sesc, onde nos esperava Arnaldo Fiorotti, um sketcher de Santo André, com que eu troco mensagens há já algum tempo. Arnaldo assumiu-se como nosso anfitrião num passeio que nos permitiu conhecer a cidade e escolher os locais para as oficinas - "O Traço, um modo de olhar e desenhar o património"
 
Neste local existia uma bela e rica chacara que foi adquirida para urbanizar, restando apenas este parque composto por mata nativa, à qual pertencia esta figueira que há uns anos atrás foi cortada, por ter caído um tronco em cima de uma família que por ali passava. Felizmente ninguém morreu, mas a prefeitura decidiu cortar a figueira deixando apenas aquilo que vêm no desenho. Esta figueira tornou-se no principal ícone do Parque. Estava escolhido o 1º exercício.
 
 
De seguida fomos para o centro, Praça do Carmo, onde aproveitámos para almoçar numa lanchonete. Um dos objetos/materiais gráficos que gosto de colecionar nas viagens, são os pacotes de açúcar.
 
 
No interior da Casa da Palavra, deparei-me com esta bela peça - O Pilão
 
 
À noite iniciámos a oficina, com uma comunicação, onde eu tive a oportunidade de apresentar o projeto arte ao centro, incluindo o encontro internacional de desenho de rua - torres vedras. Enquanto o Lauro fazia a sua apresentação, aproveitei para registar (ou tentar registar) o momento.
No final tivemos oportunidade de conversarmos com os participantes e de perceber que o desafio seria muito mais interessante do que julgávamos.

sábado, 1 de agosto de 2015

brasil 2015_15 e 16 julho

Destino: Santo André _ São Paulo _ Brasil
Convite: SESC de Santo André e Lauro Monteiro Filho
Objetivo: Comunicação sobre o arte ao centro e encontro internacional de desenho de rua de torres vedras; workshop de desenho e património
Duração: 15 - 29 de julho
Caderno: a5, folhas brancas 80gr. nota: uso os cadernos que me oferecem e escolho-os de forma aleatória
linhas e manchas: caneta waterproof (stapless); aguarela
 
Esperavam-se umas longas horas de viagem - destino guarulhos, são paulo, com escala no monstruoso aeroporto de barajas_Madrid.
Uma das coisas que me atrai desenhar, quando viajo, são as malas de bagagem

um dos desafios que lancei a mim próprio para esta viagem foi desenhar pessoas, tentar vencer esse medo. Nada melhor que apanhá-las a dormir
 
 
 
 
No aeroporto de guarulhos, tinha à minha espera o meu amigo Lauro Monteiro, principal responsável por esta viagem/aventura. Primeira viagem foi no hotel Íbis, onde o Lauro tinha a sua bagagem e onde fui logo convidado a desenhar...
 
 
1ª refeição foi no shopping, no restaurante Livorno, já em Santo André. Comida a peso, a única forma de comer alimentos saudáveis e a preços acessíveis.
 
 
Rua Cel. Fernandes Prestes, Santo André. Na 1ª saída para reconhecimento da cidade, o Lauro dá de caras com uma loja "xerox". Os brasileiros não utilizam o termo fotocópia, dizem "vamos tirar uma xerox". Somos "convidados" a entrar, onde o Lauro decide reforçar o stock de carimbos. Enquanto isso, eu começo a riscar a cidade. No meio de tanto ruído visual, é difícil encontrar edifícios antigos. A cidade de Santo André teve um enorme crescimento motivado pela instalação de industrias, armazéns e oficinas. Onde existiam chacaras, começam a crescer arruamentos, loteamentos e muitas construções ilegais e desordenadas, provocando enormes problemas no ordenamento do território, sobretudo do ambiente e do trânsito (infernal). No entanto, um olhar mais atento ainda consegue descobrir pérolas como esta que data de 1901, onde se encontra a interessante Selaria Santa Teresa. No interior da loja encontravam-se 4 funcionários que nos deram a conhecer o estabelecimento e os seus produtos, todos eles destinados aos "boiadeiros". Impressionante como uma casa destas, com produtos extremamente rurais, consegue manter-se aberta numa das cidades mais industriais do Brasil. Os opostos atraem-se, sem dúvida...
 
Praça do Carmo, centro de SantoAndré. Após uma breve caminhada, chegámos ao centro, onde se encontrava a decorrer uma feira. A Praça do Carmo é desenhada por um conjunto de edifícios com detalhes arquitetónicos semelhantes: Igreja, casa da palavra e casa do olhar. São neo-neo-neo-neo-qualquer coisa que valem pelo conjunto e por serem dos poucos exemplares do início do século XX. Na feira não faltava o pastel e o chá do padre (o chá estava esgotado).