sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Fim-de-semana no Alentejo_parte VI

E Espanha é logo ali ao lado.
 
Os desenhos em "comitiva" têm de ser mais rápidos. Alguns deles a andar... A vida de um desenhador é difícil...
 
 





quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Fim-de-semana no Alentejo_parte V

Começar bem o ano. Passeio matinal e desenhos. Hoje o silêncio é ainda maior. A noite foi longa e festiva.
Eu continuo a surpreender-me com os recantos de Barrancos.
 




A caminho do cemitério
 
 

sábado, 6 de janeiro de 2018

Fim-de-semana no Alentejo_parte II

Ainda em Monsaraz
 
Um dos aspecto mais interessantes do casario, é o contraste entre a frieza do branco da cal e os tons quentes da cor do xisto. Um jogo de texturas e cor que definem a identidade desta arquitectura vernacular.
 
 
 
Uma breve pausa no largo frontal à igreja Matriz.
 
 
As paredes deformadas tornam esta arquitetura, mais orgânica, complexa, mas ao mesmo tempo harmoniosa. De tudo o que vi, o que mais me atraiu foram as chaminés. Apesar de haver uma matriz identitária, verifica-se  uma variação tipológica, resultante de uma procura constante pela melhor relação entre forma e função.
 
Foi uma passagem rápida, mas deu para perceber que temos de voltar.
 
 
 

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Fim-de-semana no Alentejo_parte I

No passado fim-de-semana estive no Alentejo, mais precisamente em Barrancos. 
 
A primeira paragem (almoço) foi na Vila de Reguengos de Monsaraz, mas os desenhos só começaram a sair na vila amuralhada de Monsaraz. Há mais de 20 anos que lá não ia. Lembrava-me de pouco, apenas da paisagem de uma beleza esmagadora, que agora está diferente, devido ao lençol de água criado pela Barragem de Alqueva.  
 
Quando faço estas viagens acompanhado, tenho de adaptar o tipo de registo, recorrendo a desenhos muito rápidos e sintéticos, alguns deles em movimento. Alguns detalhes acabo por dar mais tarde, recorrendo à memória, sem me preocupar muito com a realidade. Material: caneta e caderno quadrado da tiger.
 
Ao entrar no recinto amuralhado, deparei-me com estes enquadramentos da "Porta da Vila" em arco ogival. No entanto o elemento que mais se destaca é o campanil do relógio.  
 
 
 
Viro as costas e começo a caminhar pela rua Direita, desenhada por um conjunto de casas térreas que se moldam à topografia do Lugar. Pequenas, depuradas e caiadas a branco,  lá vão elas repetindo-se pela rua fora. As chaminés marcam o ritmo, assumindo-se como uma das tipologias mais marcantes da identidade deste lugar. Não resisto olhar para trás, aproveito uma paragem da "restante comitiva" para fazer mais um desenho.
 
 
Após alguns passos, deparamo-nos com a Torre de Menagem. O desenho não saiu muito bem, mas isso não interessa. O momento ficou registado.
 
 
 
Ainda vamos a meio do percurso. Em breve partilharei mais desenhos deste agradável passeio desenhado.
 

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Convento de Santo António de Varatojo

Em jeito de balanço do ano, pus-me a ver cadernos antigos e descobri vários desenhos que não publiquei.
 
Deixo aqui dois, que em termos gráficos não têm nada de especial, mas trazem o melhor dos desenhos - memórias de momentos bem passados.
 
Estes dois foram feitos numa visita ao Convento de Varatojo, tendo como companhia os brasileiros Marta Viana e Lauro Monteiro. Há muito que estávamos para fazer esta visita, eis que chegou o momento.
 
Enquanto desenhávamos no claustro, saboreávamos o silêncio, que era interrompido apenas, de longe em longe, pelos passos dos franciscanos.
 
 
Ainda consegui apanhar estes dois. Dos mais gordos aos mais magros, dos mais novos aos mais velhos, verificam-se traços comuns - a corcunda que vai aumentando com o avançar da idade, a simplicidade e o olhar tranquilo.