domingo, 29 de março de 2015

sketchcrawl torres vedras_dia nacional dos centros históricos

Ontem passámos mais uma excelente tarde no nosso centro histórico. A melhor forma de preservar é conhecer, vivenciar, experimentar... Os centros históricos não devem ser museus a céu aberto e o nosso está longe de o ser. O dia de hoje comprova-o. Em cada esquina uma surpresa. Em cada esquina um convite a uma nova visita.







 Aproveito para agradecer a presença de todos, dos estreantes aos repetentes, das crianças aos adultos. Obrigado. Um agradecimento especial à Ana Ramos, pela dedicação a este grupo de desenho e por ter aceite o convite de partilhar a sua experiência com o diario gráfico. Até breve

Oficina com Inma Serrano_Casa Atelier Vieira da Silva

Uma excelente manhã de formação e convívio. Já sabia que a Inma que era um excelente desenhadora, mas ontem pude constatar que para além do dom do desenho  também tem o dom da palavra. A simplicidade dos desenhos reflecte-se na forma de estar e ensinar. Incrível.....e inspiradora, ao ponto de me convencer a tentar desenhar pessoas. Obrigado Inma. Até breve








 

 

quarta-feira, 18 de março de 2015

Participação no Atelier de Desenho e Pintura_Estufa_Torres Vedras

 
CONVIDADO | André Duarte Baptista

Sábado, dia 21 de março, temos connosco um formador externo para dinamizar o Atelier de Desenho e Pintura. Vamos receber o André Duarte Baptista que partilhará connosco o seu trabalho como Urban Sketcher e desenharemos em conjunto a natureza em jeito de homenagem ao Dia Mundial da Árvore e da Poesia.

Data/Hora: 21 de março das 11h às 13h
Destinatários: Crianças e jovens dos 6 aos 12 anos
Comparticipação: 20 eur (para alunos que não estão inscritos no Atelier de Desenho e Pintura - materiais incluídos)

Inscrições e informações:
servico.educativo@estufa.pt
936408775

Dia Nacional dos Centros Históricos_28 mar

 
 
 
 
 
 
28 março, pelas 14,30 horas | Câmara Clara

O dia nacional dos centros históricos é comemorado desde 1993, a 28 de março, assinalado o aniversário natalício de Alexandre Herculano (1810-1877), grande defensor do património nacional e patrono da Associação de Municípios com Centro Histórico, à qual Torres Vedras integra.

http://www.apmch.pt/#!municipios-associados/czji

O centro histórico de Torres Vedras tem sido o local eleito para a maioria das nossas actividades de desenho, por isso propomos um pequena homenagem através de um passeio com desenhos pelas ruas menos conhecidas, contactando com uma realidade menos conhecida: pátios, ruínas, ruas estreitas, moradores, cheiros.
Junta-te a nós e vem conhecer a... essência do centro histórico.

Objectivos | Desenhar em grupo leva-nos a arriscar, não só nas técnicas mas também na forma como encaramos/vivenciamos os espaços representados. Conhecer um centro histórico até aqui desconhecido, longe da monumentalidade das igrejas, das praças e do castelo, vamos entrar no centro histórico profundo, dos becos e travessas, das casas e dos pátios, das gentes e costumes.

Coordenação | André Duarte Baptista

Desenhadora convidada | Ana Ramos

Participantes | Amantes do desenho, com ou sem experiência.

Material (opcional) | Caderno de pequenas dimensões (A5 ou A6).Grafite, canetas, aguarelas, lápis de cor, tudo aquilo que vos estimule a vontade de desenhar.

Local de Encontro | Câmara Clara, Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras, Rua da Cruz, n.º 9, centro histórico de Torres Vedras.

Data e Hora | 28 de Março às 14,30 horas.

Condições de participação | Gratuita, mas sujeita a inscrição em sketchcrawl.ccctv@gmail.com
 

sábado, 7 de março de 2015

Século XIX: Das Linhas Defensivas às Linhas do Progresso


 
O ano de 1810 terá dado a Torres Vedras uma projecção nacional e internacional, que ainda hoje faz parte da sua própria identidade: Linhas de Defesa de Torres Vedras. No âmbito das invasões francesas, a vila integrava o sistema defensivo a norte de Lisboa, onde as Linhas de Torres, idealizadas pelo Duque de Wellington, contemplavam uma estrutura defensiva com uma dupla funcionalidade: proteger Lisboa de possíveis ofensivas vindas do norte do País, e/ou garantir uma fuga segura ao exército inglês, rumo a Inglaterra. O início da sua construção é anterior a 20 de Outubro de 1809, altura em que grande parte de Espanha já estaria sob o domínio de Napoleão, enquanto, que em Portugal estava montada a defesa patrocinada por Inglaterra: Wellignton em Badajoz, Silveira no Douro e Beresford na Beira Baixa. Porém, Wellington receava que as tropas franceses conseguissem invadir Portugal, e como tal, decide iniciar a construção das Linhas de Torres, igualmente financiadas pela Grã-Bretanha. Moralizado com as vitórias alcançadas na Áustria e em Espanha, Bonaparte ordena a invasão de Portugal em 1810, com tropas comandadas pelo Marechal André Massena, que chegou perto da vila em Outubro desse mesmo ano, mas onde não conseguiu penetrar, acabando mesmo por desistir.
A fortificação de maior dimensão e importância seria o Forte S. Vicente, que terá herdado o nome da ermida aí construída, pelo menos desde 1267. Para além das fortificações, Torres Vedras terá beneficiado com a execução da primeira cartografia do seu território .

Em 1846, a vila foi novamente palco de acções militares, no âmbito da ‘Patuleia’, sucedendo à revolta da ‘Maria da Fonte’. A Câmara era presidida por Francisco Tavares de Medeiros, um ‘liberal’ activo, pertencente à elite local, que aparentemente apoiava a revolução vinda do Porto. Talvez por esses factos, aliados à privilegiada localização da vila, em relação a Lisboa, os revoltosos Conde de Bonfim e Mouzinho de Albuquerque, decidiram ocupar o castelo e os fortes de S. Vicente e da Forca. O objectivo seria tentar travar as topas da rainha, lideradas pelo Duque de Saldanha, que começou a levar de vencida esta batalha, desde muito cedo. Perante a força demolidora das tropas reais, o Conde de Bonfim é obrigado a refugiar-se no castelo, sem quaisquer mantimentos, onde já se encontrava Mouzinho de Albuquerque gravemente ferido pelas balas do inimigo. A vila foi saqueada pelas tropas da rainha e nessa madrugada de má memória, registaram-se vários estragos no interior da urbe. No dia 23 de Dezembro, Mouzinho de Albuquerque é transportado para a casa onde estivera anteriormente aquartelado, acabando por aí falecer no dia 27, sendo posteriormente sepultado na Igreja de S. Pedro.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Antigo Sanatório do Barro - Torres Vedras

Nos dias 2 e 3 de Março, por motivos profissionais tive de me deparar com uma triste realidade, o encerramento de mais uma unidade hospitalar. Este edifício já foi convento, asilo, sanatório e hospital. Para além da saúde e religião, acolheu ainda um escola, onde muitos doentes foram alfabetizados, tirando a 4ª classe.
 
Ficou conhecido pelos benefícios no tratamento da Tuberculose.
Neste momento apenas a fisioterapia se encontra em funcionamento, aguardando ordens de encerramento.
 
 
 

"O Convento dos Religiosos Arrábidos, conhecido como Convento do Barro, foi fundado em 1570, pela Infanta D. Maria, filha do Rei D. Manuel, para acolher monges franciscanos.
Em 1834, o convento foi extinto e expropriado, tendo reaberto em 1860. Com a implantação da República em Portugal foi definitivamente encerrado enquanto convento, passando a denominar-se Asilo Elias Garcia. O ato inaugural foi presidido por Teófilo Braga.
No espaço exterior existe um monumento de devoção à Excelsa Mãe de Deus, edificado em 1908, por ocasião das comemorações dos 50 anos da aparição da Virgem Imaculada em Lourdes. Nas imediações do convento localiza-se a capela de São José, erigida no século XVI.
No início do século XX, o Asilo assumiu um papel importante no combate ao flagelo da tuberculose, tendo sido confiado à Assistência Nacional aos Tuberculosos, na segunda metade do século. Em 1956, é nomeado para diretor clínico do sanatório o Dr. José Maria Antunes Júnior. A partir de 1956, os serviços gerais do Asilo passam a ser assegurados por freiras, possibilitando o internamento dos doentes. Esta situação manteve-se até 1992, ano em que as religiosas deixaram de prestar serviço hospitalar. Em 1993, o Sanatório do Barro passou a ser designado de Hospital Dr. José Maria Antunes Júnior, alargando a sua ação terapêutica ao tratamento de doenças da área da pneumologia."

http://www.cm-tvedras.pt/turismo/visitar/patrimonio-religioso/#conventobarro

 
 
Igreja
 
Terraço por cima do claustro que infelizmente foi coberto por uma pirâmide de vidro. Ao fundo a torre e os sinos do relógio.  
 
 
 
 
 
 Pátio interior junto à "casa do director"
  
 
 Ao lado do antigo convento, a caminho do Monte da Pena, encontramos a Capela de S. José, aqui construída pelos padres jesuítas no final do séc. XIX.
  
 
No topo do monte da Pena, encontramos um monumento sagrado da Nossa Senhora de Fátima. Ao lado, o THOLUS do BARRO, um Monumento Megalítico (2500 e 2200 a.c).
No início do século XX o monte da pena foi transformado em pedreira para as obras levadas a cabo no antigo convento, e em 1908 o padre Paulo Bovier Lapierre, de nacionalidade francesa descobriu as ruínas da antiga estrutura megalítica.
 
A maioria do espólio encontrado encontra-se no Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia:  restos de ossadas, anéis de bronze, machados de pedra polida, cilindros de calcário branco e cerâmica.