quinta-feira, 12 de novembro de 2015

dia de S. Martinho, Feriado Municipal em Torres Vedras

Ontem foi dia de S. Martinho, Feriado Municipal em Torres Vedras. Um dia fantástico, com muito sol. Fomos até à praia.
 
 
Praia de Ribeira D'Ilhas - Ericeira - Mafra


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Casa João do Rio: a nossa estreia

Há muito que este dia vinha sendo adiado, no entanto desta vez, por uma conjugação de fatores, finalmente aconteceu: a minha estreia na Casa João do Rio, uma verdadeira Casa da Cultura. Graças à generosidade da Maria Celeste esta casa tornou-se numa referência identitária dos urban sketchers Portugal, um espaço onde todos se sentem em casa. Tive o privilégio de sentir o porquê desta relação tão especial. Para além do abraço contagiante da Maria Celeste, fomos recebidos (eu, Marta e Tomás) por outros urban sketchers e pela Helena Monteiro, que nos presenteou com os seus desenhos feitos este ano em Florença. Penso que todos nós viajámos até Florença através dos seus desenhos.
 
 
 
Quando cheguei à Praça João do Rio, encontro a Isabel Braga a desenhar. Como não sabia qual seria a casa, detenho-me sobre uma perspetiva e começo a riscar, para assinalar o memento. Estou a testar um caderno que me ofereceram no Brasil. Ultimamente não tenho comprado cadernos, vou riscando aqueles que me vão oferecendo.

 
Tentei riscar (sem sucesso) a Helena e a Maria Celeste. Peço desculpa pela minha falta de jeito, mas prometo que fi-lo com as melhores das intenções :-)
 
Para além da fantástica apresentação da Helena e do convívio entre amigos, retenho sobretudo o regresso do meu filho Tomás ao desenho. A Casa João do Rio, com "todas as coisas antigas" (palavras do Tomás), inspiraram-no e desde esse dia tem desenhado mais que eu (em quantidade e qualidade). O Desenho que se segue é de sua autoria.

 
Obrigado Helena e Maria Celeste pela óptima tarde. Até breve

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

dia de desenho

manhã
os moinhos na paisagem - alto da bordinheira - entrada norte da bordinheira - Ventosa - Torres Vedras
os moinhos na paisagem - estrada entre bordinheira e arneiros - a poente
 
 
tarde
depois de uma manhã solitária, nada melhor que uma tarde na companhia de amigos e família.
Centro Ambiental de Torres Vedras - Portugal 2055 - encontro de desenho e apresentação da BD Portugal 2055, com Penim Loureiro
 
 
 
 
alguns desenhos que consegui fazer
 
Este desenho contou com a preciosa ajuda da Ana Frazão, mais precisamente na pintura da copa das árvores. Obrigado Ana


 

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

desenho vadio

A caminho de Lisboa, encontrei este conjunto arquitetónico, um velho casal largado ao abandono à espera de melhores dias. Fica numa freguesia rural do concelho de Torres Vedras
 
 
De regresso, não resisti a encostar na berma e desenhar estes "dois meninos": Castelo de Torres (direita) e forte de S. Vicente (esq)
 
À espera de um amigo. Já foi tempo em que eu me chateava quando tinha de esperar por alguém.
 

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Património - Parte I

Tempos Modernos. Fonte: http://www.cinevest.com.br


I. PATRIMÓNIO
O património edificado tem-se afirmado como um tema complexo e controverso, no debate da arquitectura do séc. XXI, mas o facto de ser cada vez mais debatido, tem permitido dissipar algumas ideias preconcebidas. As teorias sobre o património, exigem um estudo meticuloso e sério, para não cairmos em afirmações banais e genéricas, principalmente quando se pretende transformar a teoria em prática.
A Europa teve um papel determinante na ‘propagação’ de uma cultura universal, mas é nos Estados Unidos da América onde se dão as grandes descobertas e as grandes inovações, através das cidades dos ‘arranha-céus’, que mudaram radicalmente o ‘modus vivendi’ do ser humano. Desde a antiguidade clássica que o homem desafia a sua capacidade intelectual, mas são os humanistas do Renascimento que começam a testar as primeiras máquinas, culminando na Revolução Industrial, onde o homem, aliado à máquina, consegue quebrar barreiras, alcançando feitos inimagináveis, mas ao mesmo tempo, deixando de se preocupar com as consequências das suas descobertas. O domínio sobre a natureza e a máquina, deixa a humanidade alienada da realidade e aos poucos torna-se vítima das suas próprias conquistas. A pelicula cómica Tempos Modernos de 1936, com Charlie Chaplin, descreve bem esta relação de dependência, amor e ódio, entre o homem e a máquina.
         Todas as crises socioeconómicas levam o ser humano a uma reflexão, resultando muitas vezes, no cultivo de ideologias antagónicas: Revivalismo ou Futurismo. O Revivalismo enquadra-se nas teorias de defesa dos paradigmas do passado, no regresso a um passado, hipoteticamente perfeito. Os futuristas são todos os que pretendem fazer tábua rasa do passado, da história, da própria Identidade, procurando um novo modelo, uma verdadeira ruptura com o passado. Independentemente das ideologias é impossível libertarmo-nos do passado, afinal, a sociedade assenta sobre um quadro genético, onde a memória tem uma importância fundamental e como tal, todo o ser humano, desde que nasce vai assimilando tudo o que o rodeia e isso vai-se repercutir nas suas ações, logo no espaço que o envolve diariamente. Como tal, julga-se fundamental o equilíbrio entre passado e futuro: valorizar o passado, projectando o futuro. Porém, a valorização do passado apenas fará sentido, se servir para reflectir sobre o presente e prever/melhorar o futuro, tendo o património um enorme potencial, enquanto elemento activo no combate à desertificação dos Centros Históricos e na valorização da História e Identidade da sociedade.



sexta-feira, 9 de outubro de 2015

matriz urbana e identidade do lugar: Centro Histórico de Torres Vedras


Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Congresso internacional
O Centro Histórico no Novo Paradigma Urbano  
Orador: André Duarte Baptista

Março 2014

 

matriz urbana e identidade do lugar

Centro Histórico de Torres Vedras

 Resumo: Preparado como texto de suporte para uma comunicação ao Congresso “Os Centros Históricos no Novo Paradigma Urbano”, começamos por abordar os conceitos de património subjacentes às políticas de Reabilitação Urbana. Seguidamente, alertamos para a necessidade de encarar estas zonas antigas como elementos dinâmicos, capazes de se adaptarem às circunstâncias de cada época/sociedade e como tal, torna-se fundamental conhecer a evolução da sua matriz urbana ao longo dos séculos, assim como a sua relação com as dinâmicas de crescimento da restante urbe. Tendo em conta que a matriz urbana é uma das premissas fundamentais da Identidade do Lugar, apresenta-se um estudo sobre o desenvolvimento urbano do Centro Histórico de Torres Vedras, desde a génese do povoado, até ao processo de reconfiguração do séc. XXI, impulsionado pelo programa Torres ao Centro’.
 

 

Introdução

Quero começar por cumprimentar os responsáveis pelo Congresso “Os Centros Históricos no Novo Paradigma Urbano” e expressar o meu profundo agradecimento pelo convite, para nele participar.
O tema geral que nos é proposto é o papel dos centros históricos nas cidades do séc. XXI. O estudo aqui apresentado, é o centro histórico de Torres Vedras, que se encontra num profundo processo de reconfiguração urbana promovida pelo programa de reabilitação urbana “Torres ao Centro”, assente sob as directrizes do Plano de Pormenor de Reabilitação Urbana do Centro Histórico, em vigor desde 2010.
A reabilitação de um centro histórico depende muito do plano a ele subjacente, que estabelece as premissas a seguir, assim como os objectivos pretendidos. Os planos estratégicos deveriam resultar da articulação entre a legislação em vigor e a análise do Lugar. A legislação indica que essa análise deve centrar-se na Identidade do Lugar: arquitectura, urbanismo, população, habitat, património, economia, história, cultura….. Tendo em conta que os centros históricos foram, na sua maioria, elementos dinâmicos capazes de se adaptarem às circunstâncias de cada época/sociedade, torna-se fundamental conhecer a evolução da sua matriz urbana ao longo dos séculos, assim como a sua relação com as dinâmicas de crescimento da restante urbe e se essa reconfiguração comprometeu ou não a Identidade do Lugar.
A presente comunicação alicerça-se na dissertação de mestrado O Lugar como Simbiose: Centro Histórico de Torres Vedras, por mim defendida, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Essa investigação pretendeu colmatar a ausência de um documento, de conhecimento público, complementar que permita conhecer a sua morfologia urbana. Tendo em conta que a matriz urbana é uma das premissas fundamentais da Identidade, julga-se primordial o exercício de reconstituição do seu desenvolvimento urbano. Tal exercício ajuda a sensibilizar os mais conservadores, para o facto de estas zonas antigas nunca terem sido estáticas, mas sim dinâmicas, capazes de se adaptarem aos novos desafios e que foi essa capacidade que permitiu-lhes chegar ao séc. XXI, através de processos de reconfiguração, uso e manutenção. Conhecer a sua evolução urbana e os pólos de atracção do crescimento periurbano, permite-nos entender quais os elementos essenciais que caracterizam a morfologia urbana, cujo desaparecimento, colocaria em causa a Identidade do conjunto. Por outro lado possibilita-nos reflectir sobre a continuidade de outros, cujo desaparecimento poderia beneficiar a harmonia e sustentabilidade do todo. A construção e a demolição, o avanço e o recuo, estiveram sempre presentes na evolução das urbes. Um centro histórico é como um corpo composto por várias células, onde não podemos dissociar as partes do todo. Mas também não é menos verdade, que qualquer célula necessita de se regenerar.
As dinâmicas de desenvolvimento da matriz urbana dos centros históricos e a sua relação com a restante cidade, podem e devem contribuir para alcançar soluções inovadoras que promovam a revitalização destas zonas adormecidas através do combate à sua sacralização e consequente “museificação”.
Independentemente das ideologias, torna-se quase impossível libertarmo-nos do passado, afinal a sociedade assenta sobre um quadro genético, onde a memória tem uma importância fundamental e como tal, todo o ser humano, desde a sua nascença, vai assimilando tudo o que o rodeia e isso vai repercutir-se nas suas acções, logo no espaço físico que o envolve diariamente. Como tal, urge um equilíbrio, nesta relação tão delicada entre passado e o futuro, Valorizar o passado, sim, mas projectando e promovendo o futuro dos edifícios e dos lugares, logo da sociedade.
 

Lugar Onde: escritas e dizeres

Lugar Onde, escritas e dizeres da autoria do Prof Moedas Duarte - Jornal Semanal Badaladas - Torres Vedras
 
Obrigado professor. Obrigado pelas generosas palavras e consideração. Obrigado, sobretudo pelo interesse e apoio prestado às nossas actividades de desenho.
 
 

Publicação em destaque

Nota Biográfica

André Duarte Baptista, arquiteto, nasce em 1980 na cidade de Torres Vedras, onde reside e trabalha. Em 2013, obtém o grau mestre em arqui...