Espessura do Tempo_Castelo Branco_parte II

dia 3 de fevereiro. Parte da tarde.

Antes do almoço ainda fizemos uma paragem, na Ribeira da Magueija. Encontrámos mais um belo moinho, que acabei por desenhar (esq.). O almoço foi no Café da Bica que estava cheio de homens, novos e velhos que se preparam para mais uma tarde de trabalho no campo. Levamos o farnel e fizemos um piquenique na esplanada coberta. Os habitantes que passam, cumprimentam-nos com alegria e curiosidade. Aproveito para desenhar um dos meus colegas de jornada, o Aires, natural de Cabo Verde (ilha da Boavista). Quando a preguiça começa a dominar-nos, arrancamos à busca de novos lugares.


Próxima paragem: Sarzedas
Com o entardecer o frio instala-se de forma severa, levando-nos a procurar locais abrigados. Esta rua estreita, mais precisamente esta casa conseguiram convencer-me. 


De seguida, encontro os restantes desenhadores no "Largo do Pelourinho".

Partimos, rumo a Castelo Branco. Às 17:00 esperava-nos a inauguração da exposição do artista plástico João Gama, que por acaso estava connosco a desenhar. 

Pelo caminho, ainda houve tempo para uma nova paragem - O Moinho da Taberna Seca. Um local incrível. Um conjunto e casas em ruínas que deveria ser a casa do moleiro e anexos, cuja construção revela bem a importância que este lugar terá tido no passado. Junto ao rio, fica o moinho e a levada. Uma estrutura extremamente interessante e singular e de uma enorme beleza.
Estávamos todos preocupados com as horas. Por outro lado, o artista principal estava connosco, logo a exposição não seria inaugurada sem que primeiro tivéssemos chegado. "Vamos João?" e o João responde "Já?, mas a inauguração é só às 17:30 e ainda são 17:00".




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