quarta-feira, 18 de março de 2015

Dia Nacional dos Centros Históricos_28 mar

 
 
 
 
 
 
28 março, pelas 14,30 horas | Câmara Clara

O dia nacional dos centros históricos é comemorado desde 1993, a 28 de março, assinalado o aniversário natalício de Alexandre Herculano (1810-1877), grande defensor do património nacional e patrono da Associação de Municípios com Centro Histórico, à qual Torres Vedras integra.

http://www.apmch.pt/#!municipios-associados/czji

O centro histórico de Torres Vedras tem sido o local eleito para a maioria das nossas actividades de desenho, por isso propomos um pequena homenagem através de um passeio com desenhos pelas ruas menos conhecidas, contactando com uma realidade menos conhecida: pátios, ruínas, ruas estreitas, moradores, cheiros.
Junta-te a nós e vem conhecer a... essência do centro histórico.

Objectivos | Desenhar em grupo leva-nos a arriscar, não só nas técnicas mas também na forma como encaramos/vivenciamos os espaços representados. Conhecer um centro histórico até aqui desconhecido, longe da monumentalidade das igrejas, das praças e do castelo, vamos entrar no centro histórico profundo, dos becos e travessas, das casas e dos pátios, das gentes e costumes.

Coordenação | André Duarte Baptista

Desenhadora convidada | Ana Ramos

Participantes | Amantes do desenho, com ou sem experiência.

Material (opcional) | Caderno de pequenas dimensões (A5 ou A6).Grafite, canetas, aguarelas, lápis de cor, tudo aquilo que vos estimule a vontade de desenhar.

Local de Encontro | Câmara Clara, Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras, Rua da Cruz, n.º 9, centro histórico de Torres Vedras.

Data e Hora | 28 de Março às 14,30 horas.

Condições de participação | Gratuita, mas sujeita a inscrição em sketchcrawl.ccctv@gmail.com
 

sábado, 7 de março de 2015

Século XIX: Das Linhas Defensivas às Linhas do Progresso


 
O ano de 1810 terá dado a Torres Vedras uma projecção nacional e internacional, que ainda hoje faz parte da sua própria identidade: Linhas de Defesa de Torres Vedras. No âmbito das invasões francesas, a vila integrava o sistema defensivo a norte de Lisboa, onde as Linhas de Torres, idealizadas pelo Duque de Wellington, contemplavam uma estrutura defensiva com uma dupla funcionalidade: proteger Lisboa de possíveis ofensivas vindas do norte do País, e/ou garantir uma fuga segura ao exército inglês, rumo a Inglaterra. O início da sua construção é anterior a 20 de Outubro de 1809, altura em que grande parte de Espanha já estaria sob o domínio de Napoleão, enquanto, que em Portugal estava montada a defesa patrocinada por Inglaterra: Wellignton em Badajoz, Silveira no Douro e Beresford na Beira Baixa. Porém, Wellington receava que as tropas franceses conseguissem invadir Portugal, e como tal, decide iniciar a construção das Linhas de Torres, igualmente financiadas pela Grã-Bretanha. Moralizado com as vitórias alcançadas na Áustria e em Espanha, Bonaparte ordena a invasão de Portugal em 1810, com tropas comandadas pelo Marechal André Massena, que chegou perto da vila em Outubro desse mesmo ano, mas onde não conseguiu penetrar, acabando mesmo por desistir.
A fortificação de maior dimensão e importância seria o Forte S. Vicente, que terá herdado o nome da ermida aí construída, pelo menos desde 1267. Para além das fortificações, Torres Vedras terá beneficiado com a execução da primeira cartografia do seu território .

Em 1846, a vila foi novamente palco de acções militares, no âmbito da ‘Patuleia’, sucedendo à revolta da ‘Maria da Fonte’. A Câmara era presidida por Francisco Tavares de Medeiros, um ‘liberal’ activo, pertencente à elite local, que aparentemente apoiava a revolução vinda do Porto. Talvez por esses factos, aliados à privilegiada localização da vila, em relação a Lisboa, os revoltosos Conde de Bonfim e Mouzinho de Albuquerque, decidiram ocupar o castelo e os fortes de S. Vicente e da Forca. O objectivo seria tentar travar as topas da rainha, lideradas pelo Duque de Saldanha, que começou a levar de vencida esta batalha, desde muito cedo. Perante a força demolidora das tropas reais, o Conde de Bonfim é obrigado a refugiar-se no castelo, sem quaisquer mantimentos, onde já se encontrava Mouzinho de Albuquerque gravemente ferido pelas balas do inimigo. A vila foi saqueada pelas tropas da rainha e nessa madrugada de má memória, registaram-se vários estragos no interior da urbe. No dia 23 de Dezembro, Mouzinho de Albuquerque é transportado para a casa onde estivera anteriormente aquartelado, acabando por aí falecer no dia 27, sendo posteriormente sepultado na Igreja de S. Pedro.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Antigo Sanatório do Barro - Torres Vedras

Nos dias 2 e 3 de Março, por motivos profissionais tive de me deparar com uma triste realidade, o encerramento de mais uma unidade hospitalar. Este edifício já foi convento, asilo, sanatório e hospital. Para além da saúde e religião, acolheu ainda um escola, onde muitos doentes foram alfabetizados, tirando a 4ª classe.
 
Ficou conhecido pelos benefícios no tratamento da Tuberculose.
Neste momento apenas a fisioterapia se encontra em funcionamento, aguardando ordens de encerramento.
 
 
 

"O Convento dos Religiosos Arrábidos, conhecido como Convento do Barro, foi fundado em 1570, pela Infanta D. Maria, filha do Rei D. Manuel, para acolher monges franciscanos.
Em 1834, o convento foi extinto e expropriado, tendo reaberto em 1860. Com a implantação da República em Portugal foi definitivamente encerrado enquanto convento, passando a denominar-se Asilo Elias Garcia. O ato inaugural foi presidido por Teófilo Braga.
No espaço exterior existe um monumento de devoção à Excelsa Mãe de Deus, edificado em 1908, por ocasião das comemorações dos 50 anos da aparição da Virgem Imaculada em Lourdes. Nas imediações do convento localiza-se a capela de São José, erigida no século XVI.
No início do século XX, o Asilo assumiu um papel importante no combate ao flagelo da tuberculose, tendo sido confiado à Assistência Nacional aos Tuberculosos, na segunda metade do século. Em 1956, é nomeado para diretor clínico do sanatório o Dr. José Maria Antunes Júnior. A partir de 1956, os serviços gerais do Asilo passam a ser assegurados por freiras, possibilitando o internamento dos doentes. Esta situação manteve-se até 1992, ano em que as religiosas deixaram de prestar serviço hospitalar. Em 1993, o Sanatório do Barro passou a ser designado de Hospital Dr. José Maria Antunes Júnior, alargando a sua ação terapêutica ao tratamento de doenças da área da pneumologia."

http://www.cm-tvedras.pt/turismo/visitar/patrimonio-religioso/#conventobarro

 
 
Igreja
 
Terraço por cima do claustro que infelizmente foi coberto por uma pirâmide de vidro. Ao fundo a torre e os sinos do relógio.  
 
 
 
 
 
 Pátio interior junto à "casa do director"
  
 
 Ao lado do antigo convento, a caminho do Monte da Pena, encontramos a Capela de S. José, aqui construída pelos padres jesuítas no final do séc. XIX.
  
 
No topo do monte da Pena, encontramos um monumento sagrado da Nossa Senhora de Fátima. Ao lado, o THOLUS do BARRO, um Monumento Megalítico (2500 e 2200 a.c).
No início do século XX o monte da pena foi transformado em pedreira para as obras levadas a cabo no antigo convento, e em 1908 o padre Paulo Bovier Lapierre, de nacionalidade francesa descobriu as ruínas da antiga estrutura megalítica.
 
A maioria do espólio encontrado encontra-se no Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia:  restos de ossadas, anéis de bronze, machados de pedra polida, cilindros de calcário branco e cerâmica.  

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Centro de Reabilitação Física_Torres Vedras

 
Desafio 51_ Ferramentas_Urban Sketchers Portugal
 
 
Aqui fica mais um contributo, com o objectivo de valorizar o trabalho de excelentes profissionais, que apesar de todos os constrangimentos dos últimos anos, têm-se mantido fiéis aos sues princípios e aos utentes. OBRIGADO
 
 
 
 
 
 
Desafio lançado pelos UrbanSketchers Portugal
 
DESAFIO 51 - Fev 2015 - Ferramenta



REGRAS PARA OS DESAFIOS



1. Um desafio por mês, lançado no dia 1 do mesmo.
2. Vinte e cinco dias para participar, com a publicação de um desenho por participante (até ao dia 25 de cada mês).
3. Comentários e análise dos posts até ao final de cada mês.*
4. Os comentários do autor do post não serão tidos em conta na contagem dos mesmos.
5. O desenho mais comentado é publicado nos cabeçalhos do blog e do facebook USkP no dia 1 do mês seguinte.
6. Em caso de empate, o desenho escolhido será aquele que foi publicado mais tarde e que, por isso recebeu os comentários em menos tempo.
7. Ao publicar o desenho para o desafio, é obrigatória a colocação da respectiva Etiqueta (exemplo: Desafio_51).
8. Os desenhos publicados sem Etiqueta NÃO serão considerados.
9. Os DESAFIOS estão disponíveis na página criada especificamente para tal. Na barra lateral aparecerá em destaque o desafio corrente.

* A equipa que está a organizar e irá analisar os posts participantes é composta por: Alexandra Belo, Filipe Almeida, Manuela Rolão,Vitor Mingacho e pelos membros da Coordenação dos USkP.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Carnaval de Torres Vedras_Reportagem Desenhada

 
 
15 a 18 de Fevereiro
 
Aqui ficam alguns apontamentos. A visão de um "não-folião"
 




Oficina de Desenho_Carnaval de Torres Vedras II

 
 O  meu contributo
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Oficina de Desenho_ Carnaval de Torres Vedras I

 




















 

 


 
 
 
 
 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

Oficina de Desenho

 
 
Com Ana Luisa Frazão
Organização:
CCC Sketchcrawl Torres Vedras (André Duarte Baptista)

Arte ao Centro 2015 (jun) - Torres Vedras, Lisboa, Portugal

 
Pretende-se um evento cultural com um conjunto de actividades artísticas no âmbito do desenho, pintura e fotografia, organizadas pela Câmara Municipal de Torres Vedras e Cooperativa de Comunicação e Cultura.
O início do evento será no dia 5 de Junho, às 18h, com a inauguração da Exposição O Mar que nos Separa/Une, com obras do Coletivo Brasil, um conjunto de artistas brasileiros que permanecerá em Torres Vedras em regime de residência artística. A exposição estará patente até ao dia 19 de Junho na galeria Paços.

Numa segunda fase, de 6 a 9 de jun, o Coletivo Brasil garantirá a realização de oficinas artísticas gratuitas, privilegiando a população e os artistas locais. As actividades realizam-se essencialmente no espaço público, privilegiando as dinâmicas de interacção e partilha. Estas oficinas têm como temática a Inclusão Social pela Arte.
 
 

Ente os dias 1 0 e 14 de Junho realiza-se o Encontro Internacional de Desenho de Rua, que trará à cidade torriense desenhadores e artistas portugueses e estrangeiros, sendo que o painel de formadores é composto por portugueses, brasileiros e espanhóis. Para finalizar estão previstas oficinas de fotografia urbana, de 14 a 19 de Junho.



Coordenação
André Duarte Baptista, Arq.
arteaocentro@gmail.com

Mila Gaipa_Jornal do Centro Histórico de Torres Vedras

5ª Edição _ Fevereiro e Março
 
Desde a 1ª edição que contribuo com uma ilustração que acompanha o texto de Joaquim Moedas Duarte.
 
Em cada edição é escolhida uma rua do Centro Histórico da cidade.
 

Publicação em destaque

Nota Biográfica

André Duarte Baptista, arquiteto, nasce em 1980 na cidade de Torres Vedras, onde reside e trabalha. Em 2013, obtém o grau mestre em arqui...