Mostrar mensagens com a etiqueta Santa Cruz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Santa Cruz. Mostrar todas as mensagens

domingo, 13 de agosto de 2017

Santa Cruz, o Lugar Camaleão



Para além do ADN, herdei do meu avô a paixão pelos passeios matinais por Santa Cruz. Hoje o dia estava estupendo. Calor QB, maré vazia com as famosas "pocinhas" para a criançada. 



No Largo Jaime Batista da Costa, hoje havia mostra/prova de vinhos de Torres Vedras.


A esplanada do Mar-Lindo está repleta. Deixei o café para mais tarde, caminho para a esplanada para contemplar novamente a praia. Encontro aquele que nunca vai embora, o Antero de Quental a contemplar o mar. Lá está um franciú a tirar uma selfie com poeta, que na sua rectaguarda tem a secular Ermida de Santa Helena (séc. XVI). Muito havia para dizer, mas fico-me pelas lembranças de criança. Foi aqui que os meus pais casaram. Mais tarde era aqui que vinha à missa dominical com a minha avó e a minha bisavó, que faleceu há precisamente 20 anos. Há mais de 15 anos que não entrava. 1º a construção da nova igreja, depois esteve fechada para obras de melhoramento. Entrei, estava vazia, sentei-me. Percebi que quanto menos crente (nada crente), mais gosto do silêncio das igrejas.


Voltei à esplanada do Mar-Lindo, lá estava o meu lugar e aminha oportunidade de fazer mais um rabisco.

Santa Cruz, é mesmo o Lugar Camaleão: tão depressa está frio como está calor; está cheio ou está vazio; o sol brilha ou está nebulado... Mudam as cores, o tempo, os humores e os turistas, o que não muda é a carne e os ossos deste lugar encantado: a beleza natural e as pessoas que cá vivem.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Santa Cruz, a ver artistas a passar

De manhã, enquanto tomávamos o pequeno almoço, assistíamos à chegada dos artistas. No ar estava aquela chuvinha "molha tolos", mas nem isso afastou artistas e turistas. À minha frente estavam duas senhoras, que fizeram o debate "mais pequeno do mundo" em torno das notícias do jornal que iam lendo. Esmiuçaram todas as notícias com aparente conhecimento de causa (???), desde a economia mundial, até à ultima trumpalhada. Sem ler, fiquei a saber o que passa no mundo (aos olhos de duas ilustres desconhecidas).

Lá em baixo vislumbro o inconfundível cabelo cor de prata do meu avô Armando Duarte (mais conhecido como o Gigante), no seu passeio matinal diário por Santa Cruz. Vive na Boavista (localidade ao lado),  há cerca de 70 anos, mas nunca cortou o cordão umbilical.  Juntei-me a ele e cumprimentamos  os aguarelistas que conhecíamos. Deseguida entrámos  na Casa Aguarela, onde ele me pergunta:. "Sabes o que era esta casa?" "Não avô, mas tenho a certeza que me vai contar". "era uma taberna... quem a viu e quem a vê". Depois desta introdução contou-me mais umas boas estórias  da sua infância e de como era esta aldeia há 80 anos. E como eu gosto dessas histórias. É impressionante como um lugar pode mudar tanto em tão pouco tempo. Nem tudo é bom, tanto ao nível do urbanismo como o famoso "clima ra/manhoso", mas alguma magia há de ter. Caso contrário não teria as ruas cheias num dia de "chuva molha tolos".
 




Publicação em destaque

Nota Biográfica

André Duarte Baptista, arquiteto, nasce em 1980 na cidade de Torres Vedras, onde reside e trabalha. Em 2013, obtém o grau mestre em arqui...